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Caminho das Pedras (Transe)

Journal Entry: Mon Jan 7, 2008, 9:07 PM
  • Mood: Tired
  • Listening to: Candeia
  • Reading: Also sprach Zarathustra - Friedrich Nietzsche
  • Drinking: Coffee
Estamos longe demais e não sei o caminho:
Não sei o motivo de me sentir tão sozinho.
Os olhos são o ataque, os ouvidos a defesa;
Então coloque logo estas cartas sobre a mesa!

A mente mente e sentimos uma verdade sem sentido,
A mente mente e o corpo se engana corrompido,
A mente surta e a regra perde a força num segundo,
A mente sangra e liberta um espírito vagabundo.

É fácil demais fingir estar certo
Na conversa fiada de um mundo concreto
Que se zanga e grita quando confrontado,
Mas parece chorar com os pulsos cortados.

A vida acaba e o mundo continua;
O insubstituível não anda pelas ruas...
A vida explode no meu sangue colorido
Pelo vermelho de estranhos atrativos.

O meu orgulho limita a minha visão
E continuo sendo a luz e o coração,
Vomitando a doença em milhares de palavras,
Imitando a crença em frases manipuladas.

Quero aprender a dizer não para conter
A auto-piedade que enxergo em você,
O desejo eminente que tem em possuir
E as facas que esconde quando se põe a sorrir.

A vida, agora, me parece um transe...
(A mente mente e sentimos uma verdade sem sentido)
A vida, agora, me parece um transe...
(A mente mente e o corpo se engana corrompido)
A vida, agora, me parece um transe...
(A mente surta e a regra perde a força num segundo)
A vida, agora, me parece um transe...
(A mente sangra e liberta um espírito vagabundo)
A vida, agora, me parece um transe
Que se lança nu num abismo de suspeitas infinitas.
A vida, agora, me parece um transe
Que avança até uma idéia que parece favorita.
A vida, agora, me parece um transe
De estilhaços fartos que atravessam o meu corpo e a minha face.
A vida, agora, me parece um transe:
O que seria de mim se o inferno não atravessasse?

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